... porque todos os dias plantamos em nossas mãos,
o alimento do asfalto, comeremos entrelaçados nossos pés em calos,
nossas mãos em breves comentários,
nossas bocas em bigodes chineses,
algodoando sonhos em edifícios cotidianos,
nossos ouvidos em dispersões auriculares,
nada há em colheitas, só palavras para nossos estômagos,
somente enxadas para nossas rações vazias,
somente sonhos para cabeças famintas,
somente comida para pássaros dementes,
então crucificaremos a mesa farta em nossas religiões de cansaço,
nossas mãos trêmulas suando meretrício,
comporão origamis de consolo em nucas pesadas de ausência,
em ventres férteis de sexo compulsório
nasceremos da sede composta no H2O de nossa flatulência vaidosa.
Porque somos nós os humanos, exceto o absurdo não justificamos nada.
sábado, 19 de janeiro de 2008
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