sábado, 19 de janeiro de 2008

Quase tudo já pensei e fiz mil tentativas, mas a história sempre esteve escrita,
antes de mim já era o todo, sou mero objeto da minha aceitação.

Disse sim e gravei em mim a marca do medo, inscrita em toda a humanidade... Depois disso abracei as justificativas prontas.
Vivo para essas justificativas, para esse mundo de coisas insignificantes, buscando dar-lhes significados, mas nada sei que me signifique.
Dentro de mim nenhuma leitura acaba, porque as palavras não dizem nada, estão esgotadas como se esgota a ordem pensada.
Que as palavras nos abandonem de vez!! Escrevamos nossos epitáfios apenas em flores espantadas de silêncio.
Precisamos morrer imediatamente, para que o mundo recomece sem nossas bocas dementes, e nossas palavras se percam nas ruínas da própria construção.

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